No meu jardim tenho a mais bela e doce das flores... a minha Matilde...
Sexta-feira, 29 de Outubro de 2010

Actualizações

Parece que agora só escrevo posts assim, rapidinhos e à pressa - mas que chatice!

Tenho tanta coisa que gostaria de mencionar aqui, escrevendo com tempo e devagar para voltar a viver o momento, sim porque a Mi tem-nos dado más noites e alguns dias difíceis, faz birras e já se mostra caprichosa em determinadas situações, mas depois compensa largamente com momentos preciosos...

... como os instantes que antecedem a minha entrada em casa quando, no fim de 12 horas de escola (que semana!), chego cansadíssima, às vezes carrancuda, e mal saio do carro, vejo, por detrás da janela da sala, um dedo esticado na minha direcção, um sorriso sincero e rasgado, um olhar de chamamento e a alegria genuina por me voltar a ver naquele dia. São instantes estes momentos, segundos fugazes, em que corremos para a porta e nos juntamos outra vez. Sinto-me sempre tão importante, tão necessária, que há alturas em que as lágrimas parecem querer escapar-me dos olhos, mas em vez disso as gargalhadas e os abraços multiplicam-se e o dia fica ganho;

... como as alturas em que ela descobre algo de novo, seja o pingo que escorre de uma torneira mal fechada ou a mosca moribunda que deambula no chão da cozinha e que ela segue com o dedo, seja o passinho que deu sozinha entre dois pontos de apoio seguros e ao alcance da mão. Não sei descrever aquela expressão, tem no rosto um misto de curiosidade e de vitória, de indignação e de confiança que me deixam perplexa e me cativam por completo;

... ou como os momentos em que, depois de desafiar o pai para a brincadeira, fingindo um ar nada afectado (raio da catraia, tão nova e já sabe disfarçar!) o incita, com gritinhos e risinhos malandros, a andar de gatas atrás dela ou a fazer-lhe cócegas, acabando por encostar meigamente a cabeça no peito dele.

 

Mas, em vez disso, vou listar aqui as últimas actualizações, qual papelinho rabiscado com as compras a fazer no supermercado, prático, rápido e eficaz:

- a Mi já tem 9 meses, mas ainda não lhe introduzi novos alimentos, graças à maldita alergia/ eczema que a tem andado a chatear;

- Senta-se e levanta-se na perfeição, corre a casa toda agarrada a qualquer coisa que esteja a jeito (uma simples parede basta);

- desloca-se agarrada a nós só com uma mão;

- começou a tomar banho na banheira grande e adora, com chuveiro e tudo. Gatinha que se farta lá dentro, levanta-se e senta-se e chapinha, chapinha, chapinha...

- mete-se descaradamente com todos os meninos e meninas que encontra na rua e com alguns adultos, curiosamente, com aqueles que não lhe ligam nenhuma;

- entende cada vez mais coisas que lhe dizemos, mas às vezes dá-lhe jeito não perceber o "não mexe aí, Matilde!";

- entretém-se cada vez mais a brincar, mas não gosta de estar sozinha, tem de sentir a presença de alguém por perto;

- é maluca pelo gato e ele por ela. Sim, têm mais ou menos o mesmo tempo de vida e ela faz dele gato sapato sem se ouvir um miado que seja;

- ...

 

Bem, parece que afinal o post não foi assim tão rapidinho!!!!

 

publicado por flordemiosotis às 22:59
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Segunda-feira, 25 de Outubro de 2010

Está maluco o sapo!

Ou o meu computador... O post não acabava assim, como calculam.

Dizia eu:

...que a Matilde, apesar das posições inéditas, adormece muito bem sozinha. Tanto que se nós não sairmos do quarto, temos o efeito oposto e a brincadeira nunca mais acaba;

... que as borbulhas ainda não passaram completamente, a comichão permanece, mas está a melhorar;

... que há dias em que, incompreensivelmente, ela está muito rabugenta, só quer mimo e colo e tudo a chateia (como ontem) e outros em que é a rapariga mais bem-disposta que existe (como hoje);

... que os dentes ainda não romperam, mas a barriguita parece ter voltado a funcionar normalmente;

... que hoje a moça já se emparou em pé sem se agarrar a nada durante breves minutos. Não se atreveu ainda a dar uns passinhos sozinha, mas a este ritmo não devo esperar muito mais.

.... e que continuo a não ter tempo para nada e assim se adivinha que vá continuar até à próxima pausa lectiva;

 

Beijinhos a todas, mil desculpas pela ausência, continuo fiel leitora dos vossos cantos, embora um pouco mais desactualizada e lenta...

publicado por flordemiosotis às 22:53
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Eis o resultado...

... de deixar a cachopa adormecer sozinha no seu quarto:
 
 
Ehehehe... é poupadinha, a moça, só se aconchega no fundo da cama e deixa os pés do lado de fora. Pois, é assim, mas o objectivo de a deixar adormecer por sua conta e risco, por enquanto,
publicado por flordemiosotis às 22:51
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Segunda-feira, 18 de Outubro de 2010

E com os dentes...

... ainda veio a diarreia! É que não faltava mais nada.

Os malditos de cima estão a custar a sair, caramba!

 

publicado por flordemiosotis às 20:52
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Sexta-feira, 15 de Outubro de 2010

Os dez anõezinhos da Tia Verde Água!

Sim, eu sei que os anõezinhos deste conhecido conto popular não são mais do que as nossas mãozinhas, mas dava-me tanto jeito mais um parzinho delas! Não tenho tempo para nada:

 - um horário esburacado, sem condições de trabalho na escola, retira-me imenso tempo que poderia ser proveitoso;

 - o serviço cresce de dia para dia, nem falo nisso para não me lembrar de que não era aqui que eu devia estar a escrever...

- a casa... ai a casa!

- e agora a Matilde: tem a cara num estado tal que até mete dó. Piorou há coisa de dois dias, pelo que tivemos de ir fazer nova visita à Sr. Doutora. Não é grave, acha-se (obrigada a todas pela preocupação) - tem dermatite seborreica (??) na testa e couro cabeludo e, no resto da cara, pernas e braços as borbulhas foram causadas por alergia sabe-se lá a quê. Não se deu nada de novo à moça nem se alterou nada a nível de produtos de higiene... Calculamos que seja causado por qualquer coisa que tenha estado (talvez esteja ainda) em contacto com ela, mas não sabemos o quê, até porque grande parte do dia não é passado sob a nossa vigilância. E como se a  comichão que as malditas pintas lhe fazem não bastassem, ainda tem dentitos a romper, pelo que a rabugice, o choro melado e os pedidos de colo têm aumentado cá por casa, sem se importarem com horários (isto é, temos passado belas noites interrompidas vezes sem conta).

Resultado: há dias que nos deitamos logo depois da Matilde, porque já não aguentamos mais, e outros em que nos deitamos muito depois da Matilde, e não há tempo para vir aqui um bocadinho.

Eis a explicação da ausência - mera falta de organização! Anõezinhos, ó anõezinhos?!!!

 

(Mais uma vez, obrigada pelas palavras de carinho que têm deixado. Beijinhos a todas e bom fim-de-semana)

 

publicado por flordemiosotis às 21:04
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Sexta-feira, 8 de Outubro de 2010

Hoje o dia amanheceu...

... pintalgado! E adormeceu um pouco mais pintalgado, sobretudo no rosto da flor residente.

Por enquanto, aguarda-se para ver o que vai sair daqui, mas espera-se que não seja nada de mais.

publicado por flordemiosotis às 21:20
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Terça-feira, 5 de Outubro de 2010

Foi embora a tia-avó que detesta que lhe chamem tia!

Pois, aquela que sempre nos acolhe em Viana do Castelo esteve cá, neste fim-de-semana prolongado. Veio de propósito para te ver e estar contigo e, num espaço de um mês, achou-te muito diferente: mais gordinha, maior, mais mexida, sim porque da última vez que te viu nem a rasto te movias, e mais tagarela. "Oh que riquinha!" e "Está tão gira!" foram as frases ditas por ela que mais ouvimos nestes três dias, sempre acompanhadas de muitas gargalhadas a cada nova gracinha que fazias. E tu, claro, aproveitavas-te desse fascínio e dessa atenção que ela te dava - pedias colo, desmanchavas-te em grandes sorrisos, metias-te com ela e "obrigaste-a" a acompanhar-te nas muitas caminhadas que não dispensas durante o dia.

Foi embora, há um par de horas, mas foi de olho bem cheiinho e senti que já levava uma pontinha de saudades, denunciadas na frase de despedida "Quando é te voltarei a ver?", entre um enorme sorriso.

Sabes, filha, esta tia teve (tem) um papel muito importante na vida da mãe. Eu, desde muito nova, ia para Viana e ali passava meses, na companhia desta tia quase mãe, que nunca quis que a tratasse por tia, mas pelo nome. Acho que esse carinho passou para ti, naturalmente, e tu correspondeste tão bem. Perguntei-lhe como queria que te habituasse a chamar-lhe e ela encolheu-me os ombros: pelo nome ou - não disse, mas percebia-se - não se importaria que lhe chamasses avó. Vamos ver se vais ser das sortudas que vai ter três avós... Miminhos a triplicar estão garantidos!

Para além do prazer da sua visita, ainda nos deixou presentinhos maravilhosos: uma cortina para o quarto, um edredão a condizer e o pano de onde há-de sair um tapete feito pela mão da avó. O teu quarto está cada vez mais compostinho. E as fotos estão prestes a sair (talvez amanhã).

Até breve, G.... avó.

publicado por flordemiosotis às 21:32
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Segunda-feira, 4 de Outubro de 2010

Era uma vez...

... uma menina muito comilona. Ela comia tudo quanto a mãe lhe punha à frente, desde fruta fresquinha a uma bela sopa de variados vegetais, desde qualquer tipo de carne a um belo pedaço de verdura, directamente saído do prato dos pais, os que lhe sabem sempre melhor.

Certo dia, estava a mãe muito atarefada a tentar, sem grande sucesso sejamos sinceros, dar saída às inúmeras tarefas que tem de executar no final do dia, quando aconteceu um imprevisto - a sopa de que a menina tanto gosta agarrou-se, durante o processo de cozedura, ao fundo da panela e o seu sabor saiu ligeiramente alterado, embora não tanto que a tornasse imprópria para consumo. A mãe salvou o que pôde da sopa e acrescentou-lhe umas massinhas, para fazer volume e encher a barriga da pequena comilona.

Ora não é que, nesse dia, a glutona se recusou a comer. O sabor não lhe agradava, as massas incomodavam-na e aquela boquita transbordante recusava-se a ingerir o que quer que fosse.

A mãe não a condenou nem se atrapalhou, pois claro. Tinha daqueles boiões de salvação na despensa, que tinha comprado, qual mãe-maravilha-que-descobriu-a-pólvora, para uma eventualidade. Com o seu ar mais desenvolto, na certeza de que tinha tudo sob controlo, aquece o bendito frasquinho e vai de o dar à paponinha lá de casa. Já se adivinha o que aconteceu? Está visto que foi pior a emenda que o soneto. Ora fazia caras feias como nunca antes ninguém a tinha visto fazer, ora chorava a plenos pulmões, ora ficava a olhar para nós como que a perguntar o que nos tinha passado pela cabeça naquele dia para lhe estragarmos um momento sempre tão apreciado. 

Depois de acalmar os ânimos da mocita, e sem tempo para fazer nova sopa, a mãe ainda tentou outra solução: agarrou num punhado de massinhas cozidas, das tais que estavam misturadas na sopa, e deu-lhas num pratinho, sem qualquer acompanhamento. Que iguaria! Seria do que tinha acontecido antes ou a menina comilona estaria a recuperar o apetite? As massinhas desapareceram num instante e a mãe voltou a insistir com a sopa que lhe tinha dado no início. Desta vez, a menina nem estrebuchou. Comeu tudo, o caldo, as massinhas e os restantes vegetais que por lá andavam.

Com isto, a mãe percebeu duas coisas: que, de agora em diante, tem de ter sempre uma estratégia na manga, saída sabe-se lá de onde mas prontinha a aplicar no momento certo; e que não pode dar nada como garantido como aconteceu quando comprou os boiões, já que todos lhe afiançavam que as crianças apreciam sempre o conteúdo dos respectivos.

Quanto à pequena papona, continua comilona como sempre. Come a sua sopa e depois petisca daqui e dali, pronta a conhecer novos sabores e texturas, sem nunca fazer cara de desagrado em relação a nada.

Vitória, vitória, acabou-se a história!

 

(E pronto, hoje o relato saiu assim... Deve ser do cansaço...)

 

publicado por flordemiosotis às 20:51
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