No meu jardim tenho a mais bela e doce das flores... a minha Matilde...
Quinta-feira, 30 de Setembro de 2010

"Pôr o carro à frente dos bois"

A nossa pequena destemida:

- ainda não anda, mas já trepa degraus;

- não sabe andar sozinha, mas já só quer correr;

- precisa de nós para lhe segurarmos os braços, mas só quer dar uma mão;

- agarra-se a tudo quanto é móvel, cadeira ou perna para se levantar, mas depressa larga as duas mãos;

- não se equilibra de pé sozinha, mas já faz o gesto de pôr as mãos bem assentes no chão e as pernas esticadas, com o intuito de se levantar onde quer que esteja (qualquer dia, há cambalhota!)

 

Parece-nos que anda a pôr o carro à frente dos bois, a pequenota, cada vez mais afoita e cheia de vontade de se libertar de nós e ir para onde quer e bem lhe apetece. Algo me diz que dentro em breve estou a fazer um post sobre os primeiros passitos.

 

 

publicado por flordemiosotis às 18:18
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Quarta-feira, 29 de Setembro de 2010

Como descrever...

... aquela sensação que experimentamos mesmo ao fim do dia, quando a aconchegamos no nosso colo momentos antes de a deitar e ela olha para nós com o ar mais meigo do mundo e respira fundo?

 

Obrigada, filha. É que esquece tudo, caramba!

publicado por flordemiosotis às 20:37
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Domingo, 26 de Setembro de 2010

E porque hoje é domingo...

... e eu tenho pilhas de coisas da escola para fazer, mas não me apetece fazer nada, porque tenho isto, aqui fica o miminho:

 

(fotos removidas)

 

Faço bem, não faço?

publicado por flordemiosotis às 14:14
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Sábado, 25 de Setembro de 2010

Contas simples!

Escola

- trabalho e mais trabalho: não há planificações, não há trabalho cooperativo, não há recursos disponíveis, não há funcionários suficientes para assegurar o funcionamento calmo da escola, não há, em muitos casos, sequer vontade de fazer o mínimo. Esta semana, para além das aulas, já fiz substituições (tantos professores que desaparecem convenientemente nestas horas), já tive reuniões até às 7 da tarde (e eu entro às 8 da manhã), já fiz actas, já arrastei e montei armários, já arrumei livros em estantes, já tive reuniões para preparar planificações e grelhas de correcção de testes, já pedinchei para que me tirassem fotocópias que estavam em lista de espera há uma semana, enfim... Não há tempo para nada, está tudo por fazer, os colegas não ajudam e, ao que parece, a idade é mesmo um posto.

Não ando lá muito bem impressionada este ano, pelo menos por enquanto.

 

+

 

Casa:

- A Matilde anda novamente rabugenta, ou melhor, muito rabugenta. Não sei se há dentinhos a querer romper (ela anda novamente a morder tudo o que apanha), se é o facto de estar pouco tempo comigo (à noite, só reclama a minha presença), se é capricho, se é tudo junto. O que é certo é que ela tem exigido muito a nossa atenção e não consigo fazer grande coisa durante o tempo em que estou só com ela.

- O pai passou mais dois dias doente, a vomitar e com dores de barriga. Já passou, mas acho que são doenças a mais para um curto espaço de tempo.

 

=

mãe cansada, com muito sono, um bocadinho desaminada e à espera de melhores dias.

 

 

publicado por flordemiosotis às 21:00
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Terça-feira, 21 de Setembro de 2010

"Toca e foge!"

O que se tem brincado por estas bandas...

A Matilde está a começar a perceber o conceito de brincadeira, de jogos como o clássico "vou-te apanhar"  - aqui em casa intitulado "Toca e foge" - e que muito nos diverte a todos, ao fim do dia, quando finalmente nos reunimos os três. Um de nós pega nela ao colo, virada para a frente, aproxima-se ao de leve do outro, pé ante pé, sussurando-lhe ao ouvido "Vamos fazer um toque e foge à mãe/ ao pai." O outro continua o que está a fazer, fingindo-se compenetrado na tarefa e ignorando os risinhos marotos que ela vai deixando escapar assim que ouve o nome da brincadeira. Mal ela se aproxima de nós, estende a mão, toca-nos e aguarda a nossa reacção - que é sempre um "Toca e foge" dito num tom de voz audível, seguido de umas cócegas ao de leve na barriga - e depois desfaz-se em gargalhadas contagiantes...

Outra variante que já começa a ser possível, embora ainda em fase muito inicial, é fazer o jogo quando estamos todos no chão. Primeiro fazemos nós a graça, tocamos-lhe e fugimos. Ela vem para junto de nós. Depois é ela que o faz, ou melhor, tenta: aproxima-se de nós, toca-nos, solta um gritinho ou uma gargalhada e senta-se muito direita com aquelas bochechas esticadas num sorriso de desafio. Só lhe falta fugir, portanto!

Ai que perdição!Tanto, que andamos a tentar filmar o momento, mas nenhum de nós quer perder pitada desta brincadeira para ir buscar a máquina fotográfica...

publicado por flordemiosotis às 21:15
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Domingo, 19 de Setembro de 2010

Quarto, doce quarto!

 

E tal como a milsorrisos previu, por cá galga-se mais etapa do crescimento da Mi.

Já há algum tempo que temos vindo a reunir uns troquitos para comprar o recheio do quarto da Mi. Embora ainda lhe falte muita coisa, que vai surgindo normalmente, já conta com um roupeiro, uma cómoda, uma mesinha e cadeiras e uma pequena estante. A cama é emprestada (mais uma vez, os fabulosos padrinhos da Mi entraram em acção), pois achámos que não valia a pena gastar dinheiro em berços nesta fase do campeonato. Vimos a caminha ideal para o quarto, com grades em toda à volta, excepto num dos lados, ideal para encostar à parede,  mas achámo-la grande e pouco segura dada a curiosidade e o espírito de aventura que a pequena tem demonstrado. Portanto, quartinho montado, bem iluminado, com luz natural a dar brilho à borboleta desenhada na parede logo pela manhã, de mobília clara, e com muito espaço livre para gatinhanços, eis chegada a hora de mudarmos todos de quarto. A Mi para o dela e nós para o nosso, mesmo encostadinho a este, do qual já sentíamos saudades, pois temos andado a dormir num quarto reservado às necessidades.

E assim, ontem a Mi passou a primeira noite longe dos pais.

Não sei se pesou o facto de a Mi gostar muito do seu quarto (que bela ideia a da borboleta!), se foi de termos dedicado a este espaço, durante a semana, um tempo de brincadeira, se foi simplesmente porque a Mi não é de estranhar os locais onde dorme, desde que se sinta bem, confortável e segura, o que é certo é que a noite correu uma maravilha. Depois de jantar, viemos para cima, brincámos um pouco, sorrimos vezes sem conta para a borboleta, dei-lhe um bocadinho de colo antes de a deitar na cama, ainda bem desperta, mantive-me junto a ela por breves instantes e saí. Ali ficou um pouco, calada. Passados instantes, chamou. Entrei no quarto, aconcheguei-a e voltei a sair. E pronto. Ali ficou. Acordou mais uma vez antes da meia noite, a pedir chucha, mas sem sequer abrir o olho, e de madrugada, como é hábito, com frio, que a caramela destapa-se toda.

De manhã, à hora habitual, acordou um pouco mais chorosa, mas assim que me viu entrar e abrir o estores levantou-se de imediato, agarrada às grades e abriu logo o seu mais belo sorriso. Para mim? Não, claro que não! Quando se levantou o que viu ela? A borboleta, está claro - muito mais gira e iluminada do que a mãe. Ehehe.

Agora, enquanto escrevo isto, ela dorme na sua caminha e desde que a deitei, há uma hora, mais ou menos, ainda não deu sinal.

Está tão grande a minha menina, já não me parece bebé, já está menos dependente de mim. Estou orgulhosa e agradecida, muito feliz, mas ao mesmo tempo começo a sentir sobre mim um peso enorme, o da responsabilidade de a educar, e associado a isto, é inevitável sentir também que cada vez a Mi é menos minha.

 

(desculpem o relatório, mas queria registar este momento ao pormenor, o corte do cordão umbilical está a dar-se agora...)

 

Deixo para recordar algumas fotos, que tiro amanhã:

(fotos removidas)

publicado por flordemiosotis às 21:15
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Sábado, 18 de Setembro de 2010

Actualizações

A Mi fez 8 meses, sim, já tem 8 - parece mentira, não? Está cada vez mais menina, mais mexida e mais meiguinha. Adora encostar a cabeça contra nós e ficar assim um bocadinho, aconchegar-se no nosso colo, abrir a boca na nossa direcção para nos dar aquilo que eu julgo ser um beijo à maneira dela, bem lambuzado. Na quinta foi à Sra. Dra, com o pai (que eu tenho tido reuniões atrás de reuniões) e, à parte a choradeira, está tudo bem. Pesa 7,500 Kl e mede 68 cm. Está pronta a começar todo um conjunto de novas iguarias e aposto que ela agradece, visto que anda sempre a olhar e a pedir tudo quanto nos vê pôr à boca. Corre a casa toda de gatas, atrás de nós, agarra-se a tudo quanto é objecto ao seu alcance e ergue-se com uma facilidade incrível. Depois olha para nós, larga as mãos e fica à espera, a ver se cai-não cai... Mas ainda cai! Enfim, um perigo cada vez mais castiço! A novidade da semana foi o facto de mostrar, sem sombra de dúvidas, que já sabe o significado de certas palavras: "Onde está o gato/ o cão, a borboleta (a do quarto, que ela adora)/ o pai/ a mãe/ a avó?" e é ver aquela cabecinha a virar para um lado e para o outro, para baixo ou para cima, à procura do que tanto gosta. Ando cada vez mais fascinada, como se nota. É fabuloso assistir ao crescimento dela, à forma como ela observa e experimenta o mundo, sem medos nem expectativas, apenas curiosa e ávida de aprender tudo.

Eu, cá ando, num misto de sentimentos que nem sei explicar muito bem e sem tempo para quase nada- segunda lá começo as aulas, portanto  exponho um pouco mais relativamente a este tema para a semana.

O pai também já se livrou da virose de vez e tem andado a trabalhar como é habitual.

Finalmente, temos andado todos em preparativos para a superação de mais uma grande etapa do crescimento da Mi (e um pouco meu também), que revelarei amanhã, depois da grande prova de hoje!

 

(E acabei o post com a sensação de que acabei de fazer uma grande corrida. Ufa!!!)

publicado por flordemiosotis às 18:09
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Quarta-feira, 15 de Setembro de 2010

"Repetire iuvat" (Repetir ajuda)

No quarto:

- Não, Mi, não mexe aí.

(os puxadores das gavetas são uma atracção e as respectivas gavetas não têm sossego.)

 

Na sala:

- Para aí não!

(a Mi ora se dirige para os degraus que dividem a sala de estar do resto da casa ora para o móvel onde está a televisão, para tentar alcançar tudo o que ali há)

 

Na cozinha:

- Não, Mi, faz dói-dói.

(Novamente os puxadores dos móveis a tentarem a Mi, mas também as pernas das cadeiras e da mesa...)

 

No escritório:

- Cuidado, Matilde, não, filha!

(As cadeiras têm rodas e são fáceis de empurrar, mesmo rastejando...) 

 

De todas as vezes em que isto acontece (e são muitas ao longo do dia, seguidas!), ela olha-nos atenta e inocente. Pára o que está a fazer ou o que tinha intenção de fazer, observa-nos e espera que confirmemos o que estamos a dizer (ou que nos desmintamos e soltemos uma gargalhada em sinal de aprovação), tenta mais uma vez, repetindo-se este cenário, e depois parte para outra descoberta.  A casa é um mundo, cheio de pormenores divertidos e engraçados (assim deduzo pelos guinchinhos e risos de alegria que solta quando descobre uma fivela, uma corrente, uns fios de tapete ou... uma tomada), embora geralmente seja precisamente nestes pormenores que estão os maiores perigos.  Gatinha, rasteja, ergue-se e equilibra-se sobre os joelhos e levanta-se sozinha, agarrada a coisas. De vez em quando, nesta última posição, larga-se e pumba, mas nada que a demova dos seus intentos exploratórios. Não pára um bocadinho e a nós vale-nos apenas (embora calcule que por pouco tempo) a ingenuidade de acatar a nossa palavra e a alegria estampada no rosto a cada nova descoberta.

 É assim a minha pequena grande Mi...xilhona!

 

Breve nota: já temos muitas coisas protegidas cá em casa, mas ainda não acabámos a saga. Para além disso, algumas das protecções são ineficazes perante as mãozinhas hábeis da pequena, como aquilo que supostamente impede as gavetas de abrir...

 

publicado por flordemiosotis às 17:09
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Domingo, 12 de Setembro de 2010

E porque os acidentes acontecem...

... tive o meu primeiro grande susto no sábado à noite. Acho que ainda não me refiz, uma mãe não está preparada para estas coisas. Sobretudo quando acontecem assim, tão estupidamente inesperadas.

Ontem, mesmo depois dela jantar, saía eu cozinha com a Mi ao colo, quando um pouco de água no chão (como é que aquela água ali foi parar?) fez deslizar os chinelos que eu calçava e lá fomos as duas parar ao chão. Claro que eu fiz uma ginástica incrível para proteger a Mi que não caiu no chão, mas em cima de mim. Desta livrou-se, mas pelo caminho, não consegui impedir que ela desse uma cabeçada na pedra mármore. Não me apercebi se a pancada foi forte ou apenas de raspão. Ela assustou-se, coitada, mas eu rapidamente lhe lavei a nuca, acalmei e pus gelo. Não chorou muito, não mostrou qualquer sinal de alarme, como vómitos, náuseas, sonolência, etc. Pu-la no chão e brincava normalmente, deu uns passinhos agarrada a nós. Mantivemo-la acordada por mais uma hora, apesar de habitualmente estar a dormir àquela hora, demos-lhe um pouco de pão e o apetite mantinha-se. Adormeceu normalmente. Acordei-a duas horas depois, para ver se reagia. Abriu o olho, rabujou um pouco e voltou a adormecer. Hoje andou como sempre. Na cabecita, um pouco por trás da orelha está um pequeno alto, mas quem não sabe do sucedido não dá conta dele, nem mole, nem feio. E ela continua espevitada, curiosa com tudo, mexilhona. Eu é que não consigo evitar esta sensação de dever por cumprir, de falha ou de erro perfeitamente evitável. Sei que estas coisas acontecem, que vão acontecer mais vezes e sem que eu esteja por perto, foi um abre olhos, um susto que ainda não passou completamente, que deixou o meu coração apertado. Não, uma mãe nunca está preparada para isto, pois não?

publicado por flordemiosotis às 22:03
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Sexta-feira, 10 de Setembro de 2010

Breves

  1. O pai passou a semana entre o médico de família e os laboratórios de análises, para ser presenteado, ontem, em plena consulta, com um "Afinal o que é que está aqui a fazer? Você não tem nada!" por parte da Dra. A febre alta tem vindo a descer e a manifestar-se apenas ao fim do dia e hoje ainda não apareceu. Esperemos que assim continue. Não fazemos ideia de que é que o atingiu, os exames que fez não acusaram nada, mas andou assim durante 15 dias. Continua bastante abalado, perdeu 5k, cansa-se imenso com pouca coisa, mas o ar já é outro. Hoje até já passou o dia a brincar com a filha. Vai ser desta (esperamos!)
  2. Embora já tenha tido uma reunião na escola, continuo à espera de mais novidades. Parece que as mudanças estão finalmente concluídas, mas a nova escola assemelha-se a um acampamento e daqueles bem amontoados! Caixotes por todo o lado, gente em tudo quanto é canto, armários embalados e embrulhados em papel de celofane, papéis espalhados... O ano vai ter de começar (na próxima semana), em plena bagunça (tipicamente portuguesa), mas isso até nem é o que mais me tem preocupado. Nesta fase do campeonato, ainda não faço ideia de que turmas, anos ou disciplinas me vão tocar - disseram-me por alto, mas também já me disseram que tinha havido alterações, enfim... Acho que é segunda! E eu que gosto tanto de me organizar calmamente - trabalhar sob pressão não costuma correr bem.
  3. A Mi está a cada dia que passa mais e mais gira, sociável - mete-se com todos, ri-se imenso, faz festinhas... Ávida por conhecer e experimentar tudo, sem um pingo de medo de cair ou de se magoar, já só se quer de pé, pelo que anda sempre a pedir a nossa ajuda para que a seguremos de modo a deslocar-se para onde quer. E não, não anda devagarinho, corre em direcção às pessoas e chama, ri-se e abre a boca toda num sorriso enorme do tipo "Já viste o que eu consigo fazer? Não sou tão irresistível?" Claro que o parque já está cá em casa e claro que ela não se aguenta lá por muito tempo...

Apesar de tantas contrariedades, o balanço final é claramente positivo. Falta só desengonhar o ponto 2 e, porque para o fazer conto também com uma valiosa ajuda, tenho mesmo de tecer aqui um grande elogio a quatro colegas com quem me cruzei em Alhandra. Sandra, Célia, Teresa e Ana Cristina, vocês não existem... Todas me responderam e todas, sem excepção, me mostraram tanta disponibilidade, simpatia e carinho... Muito e muito obrigada! Mas que grande sortuda fui eu por me ter cruzado convosco.

publicado por flordemiosotis às 21:59
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