No meu jardim tenho a mais bela e doce das flores... a minha Matilde...
Sexta-feira, 30 de Julho de 2010

Está explicado!

Afinal tanta rabugice junta, tantas voltas antes de adormecer, tanto pedinchar por colo e sobretudo por mãe, ela que nunca foi maezinhodependente antes, tanta irritação por coisinhas de nada tinham uma boa explicação - o primeiro dente está a romper! Já arranha ao toque (hoje mordeu-me, a moça!) e já se avista um pontinho branco e afiado.

Claro que isto não desculpa o feitiozinho que já revela nem me tira o cansaço de cima, mas pelo menos há uma boa razão.

À parte estas birras e resmunganços, continua uma castiça. Hoje "escorregou-se" pela nossa cama, sem medo nenhum,  até assentar os pés no chão (comigo atrás a precaver, mas sem interferir, para ver se ela ganha algum medo destas aventuras). Assim que percebeu que estava em pé, gostou da sensação e aí vai de dar pulinhos e mais pulinhos (entenda-se encolher e esticar as pernas) de felicidade. Esteve assim até não ter mais força nas pernocas e cair de cu no chão.

E eu que sempre gostei de sossego...

publicado por flordemiosotis às 22:11
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Quinta-feira, 29 de Julho de 2010

Adormecer

De há uns tempos para cá tem sido um cavalo de batalha fazer com que ela adormeça sossegada na cama. Ora chora, ora se põe o móbil a andar para a distrair, ora chega-se a almofada ou a fralda à cara para o aconchego... A moça até se deixa estar sossegada uns segundos, mas como não adormece na hora (irra, que mau feitio - desde que nasceu que qualquer necessidade que não seja satisfeita na hora dá origem a choro certo) começa o rebolanço para um lado e para o outro, o levantar de pernas e braços, o  girar na cama e agarrar às grades. Conclusão: perdidinha de sono, rebola de maneira a ficar de barriga para baixo, e, de olho fechado e cabeça levantada num esforço imenso, geme até que alguém a coloque numa posição mais confortável. Eu, fartinha disto, tenho tentado e tentado e tentado ensiná-la que, se encostar a cabeça à cama, também pode dormir, descansadinha. Mas aquela cabeça parece que tem mola. Enquanto a afago suavemente, fazendo uma ligeira pressão contra a cama, ali fica sossegada, mas mal tiro a mão, parece que tem mola e levanta-se num instante.

Assim tem sido... até hoje! Tcharan:

 

(foto removida)

 

(pena é que só tenha dormido 20 minutos... Lá vai a mãe outra vez!)

publicado por flordemiosotis às 17:48
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Terça-feira, 27 de Julho de 2010

Post em dia (o dia de hoje)

Metemo-nos à estrada e lá fomos nós lanchar com a bela Laurinha e sua mamã. Afinal somos quase vizinhas e temos de aproveitar estas alturas para nos encontrarmos.

Da Mi, pouco a dizer, esteve à altura, como sempre que tenho saído com ela de casa - mirou tudo, riu-se para as meninas,  encantou-se com um dos brinquedos da Laura, um nenuco com chucha, carequinha - será que pensou que era mesmo um bebé?

A estrela da tarde foi, de facto, a Laura. Desenvolta, conversadora, brincalhona - está um mimo a menina. Adorei a forma como se expressa - não é qualquer criança de três anos que é capaz de explicar que foi a uma "praia fluvial", que fica "muito loooonge", ou a uma quintinha "pedalógica" ... enfim, uma delícia. Fica-se horas a ouvi-la conversar, sobre qualquer assunto.

O passeio soube muito bem e havemos de repetir (em Setembro, como sugeriste, Sandra).

Às meninas, um muito obrigadas, pelo lanche, pela simpatia, pelas roupitas emprestadas há tempos (até me esqueci de agradecer) e pela nova t-shirt e "saco-brinquedo" para a Mi.

Beijinhos e boas férias!

publicado por flordemiosotis às 23:00
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Post em atraso (sobre o fim-de-semana)

 

Na sexta, passámos grande parte do dia em casa da avó materna, onde a Mi, no seu ferrari vermelho de passeio, experimentou a sensação de estar no meio da horta, a mirar o avô enquanto este tratava da sua "quintinha" (só tenho pena de não ter levado a máquina fotográfica). Eu deixei-a ali, num momento avô-neta, sem interferências de mães galinhas, e fui à minha vida, ou seja, até casa da avó, preparar a sua sopinha. Mas pouco depois, nova surpresa, aparece-me a catraia à janela, ainda no seu ferrari, desta vez, em plena passeata, conduzida pelo seu priminho mais velho, o já aqui mencionado Di(ogo). Veio-me mostrar que estava a cumprir na perfeição a nova missão que o tio lhe havia confiado, a de embalar-passear-entreter a sua prima bebé. E devo dizer que o rapaz tem mesmo jeitinho para bebés: de manhã fartou-se de andar, incansável, com o carrinho de passeio de um lado para o outro, até que adormeceu a Mi; à tarde, depois de almoço, brincou com a prima oferecendo-lhe o seu próprio cabelo a puxar (é mesmo tonto!), a sua pulseira colorida, que tanto atraiu a catraia, fazendo caretas para ela se rir, tornando-a um pouco boneca também ao pôr-lhe uns trapos em cima da cabeça a fazer de chapéu ou de cabelo, que a Mi tem tão pouco, enfim... tem paciência e gosta de estar com ela, o que num rapaz de sete anos é raro de encontrar (desde que não lhe falem em fraldas que ele põe logo o seu ar mais enjoado para dizer na hora um "que nojo!" muito snob).

No sábado e no domingo, festinha aqui da aldeia: sempre à altura, pois claro, que isto de ter muita farra é mesmo com ela. Adora ver gente, confusão, barulho, mexer em tudo... Agora tudo é novidade e merece um olhar atento, dá pulinhos no nosso colo como que a incentivar-nos a andar até ao local/ objecto que ela quer atingir, pede colo às pessoas com quem simpatiza, ri-se para quem lhe sabe falar do jeitinho que ela gosta, mas também foi capaz de fazer o seu ar mais desconfiado a outras que agora já começa a seleccionar o seu círculo de amigos.

Na rua, nada de birras, está claro, mas em casa... Foi também neste fim de semana que ela começou a fazer algo que nunca antes tinha acontecido: chora de cada vez que eu saio de perto dela (se ela estiver com estranhos) ou se a deixo sozinha na cama com sono. Desde cedo que a habituámos a adormecer sozinha, tivémos sempre imenso cuidado com os colos e os embalos antes de dormir, para não criar hábitos difíceis de tirar e ela sempre adormeceu na sua cama sem grandes estrebuchanços. Mas desde sexta, agravando-se nestes últimos dois dias, que me faz um berreiro histérico de cada vez que eu a deixo na cama. Se lhe damos colo, acalma-se e fecha os olhos, assim que a pousamos abre a goela e aqui vai disto. E pronto, estamos no nosso primeiro grande dilema de como agir da melhor forma: deixar a rapariga na cama a chorar desalmadamente até se cansar, pois só nesta fase é que aceita a chucha e, entre soluços, lá vai fechando o olho (corta-nos o coração vê-la nesse estado) ou dar-lhe colo, sabendo que podemos estar a criar um péssimo hábito? Até agora temos feito um meio termo, deixamos chorar, vamos ao quarto uma série de vezes, tentando acalmá-la, às vezes tem de ser ao colo, insistimos em deitá-la na sua cama, ela berra de forma histérica... Estamos perplexos! Afinal a que propósito é que isto aconteceu? Será que ela tem dores - dentes?, a digestão (que sempre foi difícil de fazer)? e precisa mesmo de um conforto? Ou será só uma questão de feitio e, neste caso, tem de ser já modulado?

Bom, o post já vai longo. Bem-vindos, pais, ao mundo da difícil tarefa que é educar um filho - sentido na pele pela primeiríssima vez!

publicado por flordemiosotis às 22:17
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Sexta-feira, 23 de Julho de 2010

Sou uma mãe babada!

 Literalmente!

 Não há roupa, braço, cara, adorno ou objecto que escape. Belhugas!!!!

publicado por flordemiosotis às 20:36
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Quinta-feira, 22 de Julho de 2010

Aviso (aos leitores incautos)

Faz-se público que, nos termos do disposto nos artigos nº 1 e 2 do Regulamento Interno desta casa, aprovado por recém-pais, este blog foi criado para nele constarem toda a espécie de lamechiches, emoções exacerbadas, sensações impossíveis de conter, desde que verdadeiramente sentidas pelos pais da Mi.

Para efeitos do disposto, fazem-se os recém-pais valer de toda a espécie de descrições, repletas de pormenores insignificantes aos olhos dos outros, de textos pouco interessantes do ponto de vista literário, de assuntos que não importam ao leitor comum, em busca de leituras construtivas ou de momentos de puro ócio.

Podem ser comentadores todos aqueles que, devidamente alertados para este facto, se identifiquem com estes sentimentos, que não se importem de partilhar experiências similares ou de esclarecer algumas dúvidas/ inquietações destes pais.

Não são considerados quaisquer comentários que venham de má fé, que pretendam pôr em causa a veracidade destes sentimentos ou denegrir a amplitude que certos acontecimentos aparentemente simples adquirem para nós.

 

Casa da Mi, 22 de Julho de 2010

 

 

(E porque é que isto surgiu? Porque o pai lamechas pediu! - eheheh) 

 

publicado por flordemiosotis às 20:58
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Novas cenas da vida familiar III (ou "coisas que não havia cá por casa antes de tu nasceres")

 

Mi deitada na sua cama, em plena tarde, de barriguita cheia.

As pernas levantam-se no ar e mexem-se devagar. As mãos seguem o olhar e experimentam tudo. Os olhos, serenos, perscrutam o ambiente envolvente: os pés, as mãos cujos dedos abrem e fecham continuamente, o pulso que permite o movimento rotativo da mão, a corrente que está agarrada à chucha, o resguardo da cama, a almofada, o lençol... Detêm-se no móbil pendurado em cima do berço. Os braços estendem-se na sua direcção, o corpo arqueia-se, vira, mexe, rebola. Fica a dois dedos dos objectos ali pendurados, mas não lhes chega.

A mãe resolve sentá-la na cama e faz os bonecos girarem. E o seu rosto ilumina-se. Os olhos brilham. Está tão próxima do móbil que quase lhe toca com a cabeça. Palreia baixinho e de forma intermitente. Os braços estendem-se e as mãos alcançam os bonecos, mas não os agarra nem puxa, apenas lhes toca ao de leve para os libertar e deixar seguir o seu caminho. Segue-os atenta nas suas voltas previsíveis, alheada de tudo o resto, e, de cada vez que se aproximam dela, solta umas risadas de felicidade pura e genuína. Repete a graça uma e outra vez e aquelas risadas contagiam todos em redor, que quando se apercebem, estão a partilhar a simplicidade do momento e, portanto, a viver aquela felicidade.

Realmente, nós, adultos, complicamos demais as coisas...

 

publicado por flordemiosotis às 17:21
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Terça-feira, 20 de Julho de 2010

Começou a comer carne...

... misturada na sopa do almoço. Adora. E até a mastiga como gente grande, mesmo sem dentes nenhuns.

 

(O incoveniente de nova alteração no plano alimentar são novamente as noites mal dormidas, com a barriga a trabalhar fora de horas, algumas acordadelas nocturnas, entre as quais uma para comer. Enfim, ossos do ofício! Por estas bandas anda-se a cair de sono!)

publicado por flordemiosotis às 22:06
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Domingo, 18 de Julho de 2010

Num espaço de dois dias...

... uma série de novas gracinhas:

  • já sabe bem o que é rua e por onde é que se sai de casa. Mal nos aproximamos da porta, agarra-se ao puxador e dá saltinhos no colo como que a querer deslocar-se lá para fora, que isto de estar muito tempo em casa não lhe agrada, não se aprende nada de novo...

  • começou a seleccionar as pessoas com quem se vai cruzando - há  as que conhece (a recepção que lhes faz não deixa margem para dúvidas), aquelas com quem simpatiza de imediato e as que observa desconfiada. Mas não estranha ninguém a ponto de chorar, de recusar colo ou de virar a cara. E se alguém se dirige para a rua, mesmo pertencendo ao último grupo, começa num chorrilho de brrrr's e dá às pernas e aos braços, como que a incentivá-los a não se esquecerem dela;

  • percebe certos barulhos característicos cá de casa e as suas consequências, como o som de alguém a meter a chave na porta, para onde dirige o olhar expectante até que veja quem entra;

  • por vezes deito-a na cama durante o dia, na esperança que lhe dê o sono, e aconchego-a com o lençol... E ela pensa que estou a brincar ao jogo do "onde está a Matilde? - Cucu". Puxa o lençol todo para a cara, começa a fazer umas gargalhadinhas isoladas e depois destapa-se, toda risonha, a olhar para mim com um ar de desafio que derrete qualquer coração;

  • puxa uns tossicos de nada, para chamar a atenção ou para mostrar que fizemos alguma coisa que lhe desagrada; 

  • se lhe empurrarmos as pernas contra a barriga, quando está de bruços, faz uma força enorme nos braços e coloca-se na posição de gatinhar. A sua carinha redonda ilumina-se, um de nós à sua frente incentiva-a a vir ter connosco e ela... atira-se, sem medo nenhum, porque ainda não percebeu que pode deslocar os braços à vez. A cara vai ao chão, as pernas agitam-se no ar, mas a felicidade fica-lhe estampada no rosto.

Tem uma energia que me assusta, acho que vai chegar para toda a família e amigos ou vizinhos, refila imenso, raro é o dia em que não faz pelo menos uma birra, mas está a cada dia que passa mais e mais engraçada, ternurenta, tão deliciosa que só apetece ficar a olhar para ela, a absorver estas pequenas grandes conquistas porque são tantas e em tão pouco tempo que nos pode passar alguma ao lado.

 

publicado por flordemiosotis às 21:22
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Sexta-feira, 16 de Julho de 2010

6 meses

Mais um mês...

 

Hoje foi um bom dia!

De manhã bem cedo, fomos até casa dos avós maternos, a quem já pedes colo, estendendo um braço na direcção deles e colocando o outro para trás, a famosa posição de "paraquedista", um jeitinho que trazes contigo desde que nasceste. Depois foste passear com a mãe, uma volta curta, mas que tu aproveitaste ao máximo, sempre atenta a tudo o que te rodeia, sobretudo quando a volta acontece em locais com mais movimento, como hoje, uma vez que estás habituadinha ao sossego da aldeia onde moramos.

De regresso a casa, almoçaste e fizeste uma bela sesta, como há muito eu não via - parece que a voltinha da manhã foi produtiva. À tarde, fomos fazer umas compras aqui na terrinha, um passeio curto, mas que durou o tempo suficiente para chegares a casa com boa disposição, onde te entretiveste a brincar, deitada no colchão da cozinha, sozinha, sem reclamar companhia até ao momento em que fui dar contigo com a cara encostada ao chão e as pernas no ar, numa tentativa falhada de tentar alcançar um balde azul que ali tinha pousado. Calma, Mi, há-de vir o dia em que conseguirás chegar a tudo o que te desperta a atenção. Mas enquanto esse dia não chega, gosto de ver como te concentras nessas habilidades e como não desistes dos teus propósitos.

E, por fim, depois de uma curta sesta, recebeste a visita dos teus padrinhos e respectivos rebentos, recém chegadinhos de férias, para nossa surpresa.

E agora estou cansada, filha, não me apetece escrever mais nada, porque o dia já vai longo e as tarefas de permeio foram muitas. Mas vou-me deitar de coração cheio e com um sorriso nos lábios...

 

publicado por flordemiosotis às 23:46
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