No meu jardim tenho a mais bela e doce das flores... a minha Matilde...
Domingo, 30 de Maio de 2010

Um Figo!

Para primeira vez que experimentou a papinha, não está nada mal, não senhor. Assim que a sentei na espreguiçadeira e lhe vesti o avental de plástico, começou a remexer-se. Depois viu a colher e ficou a olhar para mim com ar desconfiado, mas assim que provou o conteúdo lambeu-se e começou a abrir a boca bem antes de eu lá chegar. Comeu quase um pratinho cheio, deixou umas colherzinhas para o pai, e depois despejou meio biberão de água, que aquela mistela é mesmo doce. Vamos ver... É melhor não começar já a elogiá-la que, com a sopa, ela também começou muito bem, mais ou menos assim, e agora é o que é. Por enquanto, aguarda-se para ver no que dá...

publicado por flordemiosotis às 21:11
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Novas cenas da vida familiar I (ou "coisas que não havia cá por casa antes de tu nasceres")

Pai e filha sentados no sofá. Ela ao colo dele. Televisão ligada num programa infantil qualquer. Concentração total, nem dão por mim que entro na sala e os observo atentamente. O primeiro "então?" que profiro despoleta um gesto automático e simultâneo: ambos viram a cara na minha direcção, como que espantados por estarem ali, na sala, em casa deles, comigo à sua frente. Ele tem estampado no rosto um misto de culpa, divertimento, orgulho; ela, apenas curiosidade...

Não tenho emenda, estas simplicidades comovem-me sempre. Hei-de postar mais.

publicado por flordemiosotis às 11:00
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Sábado, 29 de Maio de 2010

Óptima vitalidade!

Pois, é esta a frase que eu costumo ouvir, a custo, entre choros gritados porque a estão a chatear, por parte dos profissionais de saúde desde que ela nasceu... E a mim, soa-me sempre ao mesmo: a Mi sabe o que quer e o que não quer e ai de quem não faz o que ela tem em mente. Enfim, tem mau génio, a rapariga.

 

Até aos três meses, havia zanga sempre que tinha fome, gases, sono... Agora, o choro irritado está a ser substituído por gemidos, safanões fortes com o corpo, abanar de cabeça furioso (tanto que já lhe falha o cabelo atrás) sempre que a coisa não lhe corre de feição. Aos gases e ao sono juntou-se agora, de há uma semana a esta parte, a sopa. Come duas ou três colheres com gosto, lambe-se toda porque aquilo até lhe sabe muito bem, mas depois começa a birrinha da hora de almoço. Ora se lhe sabe muito bem, porque é que não come? Porque a colher não dá para chuchar!!

Meto-a na espreguiçadeira, sento-a no colo, canto, falo, mostro bonecos, elogio-a quando me deixa pôr uma colher na boca... Mas os olhos dela não perdem de vista o biberão da água, que eu já escondo para ela tirar dali a ideia e só dou quando vejo que já não vale a pena insistir mais com a sopa. Nessa altura, aqueles olhinhos brilham de tão contentes, as duas mãos agarram-se com força ao biberão para sorver uns golinhos de água e consolar-se a chuchar até se fartar. E depois olha para mim com um sorriso tão grande que aquelas bochechas redondas se tornam quase quadradas. Já viram a minha vida? Primeiro mostrou-me que sabia comer como uma dama e agora faz-me esta fita para que eu não fique mal habituada.

Está cheia de manhas, a moça!

 

Ai, Mi, Mi, pões a nossa paciência à prova todos os dias e, mesmo por isso, por seres assim tão esperta e cheia de vida, fazes-nos amar-te cada vez mais. É que estes momentos são angustiantes na altura em que os vivemos, mas depois de passarem são mais uma prova de que estás a crescer, de que estás a participar activamente na vida cá de casa e fazem-nos rir sempre que os lembramos. Amamos-te, linda!

 

publicado por flordemiosotis às 14:45
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Quinta-feira, 27 de Maio de 2010

Sequelas...

... da malfadada virose:

  • um rombo nas fraldas
  • uma pilha enorme de mini roupa para lavar
  • um atraso significativo nas tarefas diárias cá de casa
  • a alteração do calendário de vacinação
  • algumas colicazitas na Mi (já tinham passado, ora bolas!), que embora ligeiras a fizeram lembrar os velhos tempos de gritaria e, por isso, voltei às tardes inteiras com ela ao colo
  • um apetite voraz por leite e a rejeição da sopa (e ela que a comia tão bem!)
  • noites menos tranquilas, já que agora tenho de a acordar para comer
  • energia redobrada por parte da pequena, que se traduz em momentos muito divertidos, mas também em alturas que quase nos levam ao desespero
  • ....

Estamos bem e a Mi recuperou depressa. Agora resta-nos tentar engordá-la e, num prazo de 15 dias, verificar a evolução para dar conhecimento à doutora.

"Muito Obrigadas" a todos os que nos deixaram votos de rápidas melhoras.

publicado por flordemiosotis às 17:05
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Terça-feira, 25 de Maio de 2010

Adoentadas.

Tanto eu como a Mi andamos adoentadas (daí a ausência), uma virose que nos apanhou sabe-se lá como. Quanto a mim, tudo bem que sou adulta e tal, aguento e ponho-me nova passados uns tempos. Mas a minha pequenina teve assim a sua estreia no campo das doenças: começou ontem a fazer cocó mais frequentemente do que é habitual, para depressa evoluir para um quadro de diarreia. Fomos hoje à doutora e vamos ver o que dá. Até ao final da semana tens os nossos olhos postos em ti. Acredito que isto vai passar depressa.

Mas o que me deixa mais preocupada é mesmo o facto de ela não estar a engordar o que deve (não acredito que em dois dias ela tenha perdido muito peso), o que implica ainda mais vigilância e acordadelas de noite para a fazer beber um leitinho.

De resto, hoje fez um festival no consultório da doutora como há muito eu não via, uma choradeira de zangada de ficar vermelha e quase rouca. Ai ai. "Então, se eu estou doentita, ainda me vem para aqui esta apertar a barriga!"

E por hoje, é isto - não me sinto com ânimo para escrever. Pesa-me o corpo e tenho o coração apertadinho.

 

publicado por flordemiosotis às 16:42
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Sábado, 22 de Maio de 2010

Ó-Ó-Ó-Ó (versão diurna)


E quando...

... já estamos há "horas" a embalá-la, já superámos inúmeros gemidos, já lhe tapámos a cara com a fralda e voltámos a destapar porque ela tem calor, já ultrapassámos todos os movimentos que antecedem o sono, como o espernear até estar bem, o remexer constante da cabeça, o esfregar dos olhos e do nariz, já participámos activamente no ritual do "põe a chucha-leva as mãos à boca-tira a chucha-fica com ela agarrada aos dedos-chora porque quer a chucha", já lhe pusemos uma fralda numa mão e um boneco na outra, já acalmámos a bebé que finalmente começa a ficar com os olhinhos pequeninos e a pestanejar e, num gesto irreflectido, olhamos para o vazio a pensar que mais dois minutos e está a dormir, fazendo contas às tarefas que deixámos a meio e às que ainda temos para fazer...

... e, de repente, somos chamados à realidade com um "Uhhh!" saído de uma boca risonha que se esconde atrás da chucha. O que é que se faz nestas alturas, ãh? Alguém me diz?

 

(E depois, ainda há pessoas que me dizem que ela demora a adormecer porque tem muito sono, que tenho de a pôr a dormir mais cedo, quando ela dá os primeiros sinais de cansaço. Ah! Pois! Ainda não me tinha lembrado disso!)

 

publicado por flordemiosotis às 15:00
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Sexta-feira, 21 de Maio de 2010

Shiiiiiiiu!!!


 

 
Tenho de enaltecer aqui as potencialidades desta palavra a que eu tinha, até à altura, dado pouca importância. Já a tinha usado uma ou outra vez em serviço, mas sempre sem grandes efeitos, tendo de ser substituída por outras mais eficientes. Mas agora, desde que fui mamã, tem-me feito um jeitaço. Quando a Mi está rabugenta, geralmente por causa do sono - esse chato que a faz dormir quando ela não quer - um shhhhh prolongado e repetitivo fá-la ficar caladinha, à escuta (e o sono vence); quando está irritada, um shiiiiiu sussurrado ao ouvido faz milagres, é vê-la a ficar calminha aos poucos; e até quando faz birra, um "shiu, filha, já chega." tem surtido os seus efeitos. Acho que é a palavra que eu mais vezes digo ao longo do dia.
É caso para dizer:

"Shiuu pronunciado, bebé calado". Pelo menos por instantes...

publicado por flordemiosotis às 15:00
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Quinta-feira, 20 de Maio de 2010

Compadres ao quadrado.


Pois é... Depois de muitas hesitações, estão finalmente escolhidos os padrinhos da Mi. Não é que não nos tivéssemos lembrado logo deles, mas como nós já éramos padrinhos do seu rebento mais novo, parecia que estávamos a retribuir alguma coisa. Parvoíce, eu sei, até porque eles conhecem-nos o suficiente para saber que os padrinhos da nossa pequena têm de merecer a nossa total confiança. Então começámos a pôr outras hipóteses e chegámos à conclusão de que há mesmo muita gente a merecer este título, a gostar de ti, Mi, a mimar-te, a fazer por ti o que nós faríamos se te faltarmos. Não vou nomear essas pessoas aqui, acho que não é o sítio adequado, mas tenho de lhes deixar, ainda que de forma anónima, um muito obrigada por existirem na nossa vida, por nos darem confiança e apoio quando é necessário, por nos mostrarem o quanto a nossa Mi é acarinhada e bem-vinda a este mundo.

 

E como cada vez a escolha se tornava mais difícil, voltámos à nossa primeira hipótese...

 

B. e J., resta-me dizer que não há volta a dar - temos mesmo de nos continuar a aturar, agora com mais motivos ainda para nos juntarmos - ehehe. Afinal não é todos os dias que se encontram amizades assim!

publicado por flordemiosotis às 14:29
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Terça-feira, 18 de Maio de 2010

Já começou.

Ele: A Mi está a conversar?

Ela: Sim, está nisto há dez minutos.

 

Silêncio absoluto. Alguns segundos depois, ouve-se novamente uma série de ah's e uh's e uma espécie de gah's...

 

Ele: Mas são quatro e meia da manhã!!! (esconde a cabeça debaixo dos lençóis) Matilde, eu preciso de dormir, estou cansado e não tarda estou a levantar-me para ir trabalhar...

 

A Mi continua, agora acrescenta à conversa uns risinhos. Ninguém diz nada. O quarto está iluminado apenas com a fraca luz do candeeiro da cabeceira da mãe. A conversa começa a ser mais baixa e pausada... dá lugar a um chorico de "quero a chucha".

 

Ela, levantando-se e dirigindo-se à cama de grades: Shiuuu, filha, agora são horas de dormir. (põe-lhe a chucha. Ela rejeita e desfaz-se em sorrisos. Quer conversa. Tem audiência.)

 

Começa a dança: a mãe põe-lhe a chucha, deita-se, apaga a luz. Ela entretém-se por ali uns tempos, deixa cair a chucha, chora que a quer de volta. A mãe espera que o chorico passe. Não passa. Acende a luz, levanta-se, põe-lhe a chucha. A cena repete-se uma e outra vez. Ela vence. A mãe pega nela ao colo e vem embalá-la para a sala, para não chatear o pai que tenta dormir. Na sala, a luz de presença da televisão é muito gira e a claridade que já entra através do vidro da porta deixa ver tantas sombras interessantes. Os olhos teimam em não fechar. A mãe recorre a uma fralda e tapa-lhe a cara. Parece funcionar. A Mi acalmou e começa a fechar os olhos. A mãe põe-na na cama, deita-se, apaga a luz.

 

Silêncio absoluto. Vamos dormir.

 

Vinte minutos depois, choro de fome...

 

Esta manhã, pela primeira vez, o pai foi trabalhar meio zombie.

 

publicado por flordemiosotis às 14:51
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Segunda-feira, 17 de Maio de 2010

Ontem o dia foi assim!


Imediatamente depois do leitinho, acomodou-se no meu colo, olhou para mim e para o pai com um ar meiguinho e muito satisfeito e quase nem me deu tempo de a deitar na sua caminha ainda acordada. O dia tinha sido em cheio para uma Mi tão pequena.

 

Começou por acordar na companhia dos dois pais (coisa rara mesmo ao fim-de-semana, já que o pai tem andado, nestes últimos dias, muito atarefado), o que a deixou visivelmente satisfeita. Depois, ainda de manhã, recebeu a visita de uns tios que ela nunca tinha visto, mas não nos deixou ficar mal. Sem nunca perder de vista os papás - não vá o Diabo tecê-las! - recebeu muito bem as novas caras que ali via, examinando-as atenta, experimentando os novos colinhos e até lhes esboçou um pequeno sorriso, como que a incentivá-los para a virem visitar mais vezes. Logo de seguida, a avó "velhinha" (como ela própria se auto-apelida carinhosamente) apareceu e não perdeu a oportunidade para brincar um bocadinho com ela. Depois, fomos almoçar a casa da outra avó, uma bela sopinha que, em casa estranha, até lhe soube melhor. E, claro, mais brincadeira e miminhos dos avós.

O dia estava tão bom, com um solinho tão convidativo, que os pais resolveram ir até à cidade, até ao Parque das Nações, onde houve mais passeata e um leitinho com vista para o Tejo (a verdade é que a ela lhe interessaram muito mais os transeuntes que por ali se passeavam - e eram muitos - do que o azul do rio). E, por fim, regressámos a casa, que o dia já ia longo e as sestas que a pequena foi fazendo nunca ultrapassaram a meia hora. Mesmo assim, ainda houve energia para um banho chapinhado. Só a conversa habitual com os bonecos do móbil, depois de jantar, é que teve de ficar para outro dia.

A continuar assim, Mi, adivinham-se belos tempos. Se calhar, é melhor inscrever-me num ginásio!

publicado por flordemiosotis às 22:16
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